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Corinthians vence Palmeiras em jogo quente e encaminha título

Em grande clássico – com direito a polêmicas de arbitragem – líder do campeonato superou o maior rival por 3 a 2 e ampliou vantagem a seis rodadas do fim

O jogo em Itaquera tinha pinta de final e, de fato, foi um clássico para entrar na história. Jogando de maneira mais intensa desde o início, o Corinthians venceu o Palmeiras por 3 a 2, espantou a má fase e encaminhou a conquista do heptacampeonato do Brasileirão. O jogo válido pela 32ª rodada também teve polêmicas de arbitragem e os palmeirenses deixaram a Arena Corinthians reclamando bastante.

Os paraguaios Ángel Romero (em posição irregular) e Fabián Balbuenamarcaram os primeiros. O colombiano Yerry Mina diminuiu de cabeça, mas voltou a marcar no primeiro tempo, em pênalti duvidoso sofrido por ele próprio. Moisés descontou na segunda etapa, repleta de cartões e jogadas bruscas. O Corinthians, assim, conseguiu sua terceira vitória em três jogos contra o rival no centenário do derby diante de 46.090 torcedores.

O Corinthians chegou a 62 pontos, restando seis rodadas para o fim do Brasileirão. O Palmeiras perdeu a chance de colar no rival e permaneceu com 54 pontos, na terceira colocação. O Santos é o vice-líder com 56 pontos. Na próxima rodada, o Corinthians visitará o Atlético-PR na próxima quarta, enquanto o Palmeiras enfrentará o Vitória, em Salvador.

Intensidade corintiana e polêmicas

O Corinthians não vencia havia quatro rodadas e o técnico Fábio Carille mexeu no time: Camacho e Clayson entraram nas vagas de Maycon e Jadson. O time ainda recebeu um apoio impressionante na véspera: mais de 30.000 torcedores foram à Itaquera no treino aberto. Em campo, o que se viu foi um Corinthians muito mais ligado que o adversário. Jô começou assustando Fernando Prass com duas finalizações, uma raspando a trave e outra muito bem defendida pelo goleiro do Palmeiras.

O time visitante respondeu em bela arrancada do colombiano Miguel Borja, que enfileirou defensores e bateu para fora. Romero, que vinha em péssima fase, infernizou a ala-esquerda do Palmeiras. E foi o paraguaio quem abriu o placar em lance controverso: aos 27 minutos, Arana passou para Rodriguinho, que bateu cruzado da esquerda; a bola atravessou a área e encontrou Romero que, livre e em ligeira posição irregular, marcou. Ele comemorou o fim de um jejum de gols que durava mais de quatro meses tirando uma ‘selfie’ próximo aos torcedores.

O líder do Brasileirão seguiu muito bem e quase ampliou em passe de Rodriguinho para Jô, que foi bloqueado por Prass. O segundo gol, porém, saiu logo em seguida: Clayson bateu escanteio, a bola resvalou em Edu Dracena e sobrou para Balbuena marcar. O Palmeiras parecia acuado, mas conseguiu diminuir em outro gol de bola parada. De volta ao time, o grandalhão Mina subiu mais alto que os rivais e marcou, de cabeça, após cruzamento de Dudu. O Corinthians, porém, fez o terceiro aos 36, quando Jô arrancou e caiu na área após dividida com Edu Dracena. O assistente Elio Nepomuceno assinalou a penalidade para revolta dos palmeirenses. Prass tentou desestabilizar o camisa 7, mas Jô bateu no canto e marcou. O Palmeiras teve mais posse de bole, mas o Corinthians teve as melhores chances e foi para o intervalo em vantagem. Nas arquibancadas, a torcida fez uma festa digna de título.

Aflição e festa alvinegra

Na segunda etapa, o jogo ficou mais truncado, com entradas duras e vários cartões amarelos. O técnico Alberto Valentim mandou Roger Guedes a campo no lugar de Keno. Romero seguiu levantando a torcida com dribles pela direita, mas o líder teve mais dificuldades para criar. O Palmeiras voltou a reclamar da arbitragem quando Gabriel, que já tinha um amarelo, entrou em campo sem autorização da arbitragem. O árbitro Daronco preferiu não puni-lo e Carille, prevenido, tirou seu volante imediatamente para a entrada de Maycon.

No minuto seguinte, o Palmeiras fez seu segundo gol: após escanteio, Pablo afastou mal e a bola sobrou para Moisés, que acertou um belo chute e superou Cássio. O clima passou a ser de aflição no Itaquerão e, mesmo sem muita convicção, o Palmeiras passou a assustar em cruzamentos na área. O Corinthians sofria com a pressão adversária e Carille fez novas mudanças: Fellipe Bastos no lugar de Camacho e Jadson no de Clayson. Pelo Palmeiras, entraram Guerra e Deyverson nos lugares de Bruno Henrique e Tchê Tchê.

Nos minutos finais, o Corinthians conseguiu segurar a pressão e irritar o rival. Deyverson foi expulso por agredir Fellipe Bastos e Dudu ainda levou amarelo em discussão com Fagner. O jogo terminou com 12 cartões amarelos (Cássio, Fagner, Gabriel, Maycon, Romero, Rodriguinho e Jadson, pelo Corinthians, Dracena, Egídio, Bruno Henrique, Tchê Tchê e Dudu, pelo Palmeiras) e um vermelho (Deyverson.)

 

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