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Sergipe registra saldo de 5.491 novas vagas de emprego em outubro

O resultado é o melhor desde 2003, revelando bom desempenho em todos os oito setores analisados

Após mais de um ano enfrentando a severa crise que se espalha por todo o País, a economia em Sergipe começa a dar indícios de recuperação. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na última semana revelou que no mês de outubro, o Estado apresentou saldo positivo em se tratando de novas vagas formais de emprego: foram 5.491. O resultado é o melhor desde 2003, revelando bom desempenho em todos os oito setores analisados.

No total, foram 11.008 admissões no mês. O setor de Indústria foi o que mais empregou, com saldo de 3.054 vagas. Na Agropecuária, o saldo foi de 1.674, e no setor de Comércio de Serviços, foi de 763 vagas. De acordo com o assessor econômico do Governo e Sergipe, Ricardo Lacerda, o que motivou o aumento dos índices durante o período foi o início da safra da cana, que aqueceu a produção sucroalcooleira.

“Outubro, em geral, é um mês acima da média porque coincide com o início da safra da cana. Mesmo assim, este foi o melhor mês de outubro desde 2003. Embora a atividade sucroalcooleira tenha comandado os números, todos os outros setores geraram emprego. Outra coisa interessante é que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística classifica a Economia em oito setores, e todos os oito geraram emprego. Isso não acontece desde julho de 2011”, afirma.

O assessor econômico salienta que, além da safra da cana, outro fator que colaborou para o aumento do saldo de ocupação dos postos de trabalho foi a proximidade das festas de fim de ano. A disposição de melhora alcança toda o Nordeste, visto que somente a Bahia em toda a região apresentou saldo negativo de geração de empregos. (-36). Como a pesquisa do MTE considera apenas vagas com carteira assinada, a tendência é de que os números sejam ainda maiores, levando em conta os dados do emprego informal e das ocupações autônomas.

“O resultado foi muito bom, principalmente no momento da pior crise econômica da história. É um indício da recuperação, um alento e uma esperança de que a partir de agora o mercado de trabalho irá melhorar progressivamente”, diz. Ricardo Lacerda chama a atenção para o fato de que, embora o prognóstico para os próximos meses seja positivo, o crescimento deve ocorrer de maneira lenta.

“Em outubro, tivemos bons números até mesmo na Construção Civil. Porém, historicamente, os números da Construção Civil são reduzidos no mês de dezembro. Também há uma inibição dos empregos gerados por conta do Natal. Então, haverá aumento nos próximos meses, mas não tão expressivos quanto foram em outubro. O avanço será gradativo”, explica.

Números

No mês de outubro, todos os setores tiveram um bom desempenho. A Indústria de transformação apresentou o melhor resultado, com 2.908 novas vagas, provenientes, sobretudo, da “Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico” (+1736) e da “Indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria” (+1120). A agropecuária registrou 1.674 vagas; o setor Serviços, 444; o Comércio, 293; os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), 117; a Administração Pública, 26; a Construção Civil, 21; e a Indústria Extrativa Mineral, 8 novos postos.

Entre os 10 municípios analisados mensalmente, seis apresentaram saldo positivo na geração de empregos: Capela (+1.571), Nossa Senhora das Dores (+1.034), Aracaju (+726), Propriá (+54), Nossa Senhora do Socorro (+31) e Tobias Barreto (+5).

O setor da Indústria foi o que mais empregou, com 3.054 vagas preenchidas, com destaque para a produção de açúcar bruto (1.727 vagas) e de álcool (1.104 vagas). A Agropecuária também alcançou destaque com 1.674 vagas, sendo que o cultivo de cana-de-açúcar admitiu 1.728 novos profissionais.

O setor de Serviços fechou o mês de outubro com saldo positivo de 444 novas vagas de empregos formais. Os subsetores que apresentaram melhores resultados foram “Serviço de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação” (+228), “Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos” (+161), “Serviços médicos, odontológicos e veterinários” (+58) e “Ensino” (+25).

 

Via ASN

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