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Pai vê Medina surfando Pipe como local e alerta John John: “Ele que tome cuidado”

Técnico do campeão mundial de 2014 destaca amadurecimento do filho e frieza nos momentos de pressão: “Parece que nasceu na onda. Deixa a gente otimista, mas respeitando o adversário”

harles Saldanha foi o primeiro a enxergar o potencial do filho para se tornar um campeão mundial. Viu os primeiros passos de Gabriel Medina no surfe, quando o menino tinha 8 anos, ajudou a lapidar o talento e até hoje é seu treinador. Estão sempre juntos, seja nas viagens, em casa ou no mar. Além do papel de técnico, Charlão, como é conhecido, também ajuda a aliviar a pressão sobre Medina. O primeiro título mundial em 2014 foi um divisor de águas. Os dois estão juntos novamente em Pipeline, no Havaí, desta vez, em busca do inédito bicampeonato para o país.

A janela foi aberta na sexta-feira e se encerra no dia 20 de dezembro. SporTV.com transmite as baterias do Pipeline Masters ao vivo direto do North Shore de Oahu. A próxima chamada será nesta segunda-feira, às 15h30 (de Brasília). Para cumprir a missão, Medina precisa desbancar o atual líder do ranking e campeão mundial, John John Florence, criado nas ondas do lugar conhecido como a meca do surfe. Os outros candidatos ao título nesta temporada são o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson.

- É o quintal de casa do adversário, mas o importante é que o Gabriel esse ano vem sem pressão. Ele já ganhou um título mundial, está vindo para o segundo título agora, mais maduro, com mais técnica, mais força, mais bem preparado psicologicamente e fisicamente. Então é isso, estamos otimistas. Sabemos que o adversário é difícil e não podemos menosprezá-lo. É um cara bom, um cara que nasceu aqui, pegou essas ondas a vida inteira e sabe tudo da onda. Mas ele que tome cuidado com o Gabriel, o Gabriel vem vindo – disse Charles Medina.

O treinador descartou o “oba oba” depois de uma perna europeia perfeita, com duas vitórias consecutivas, na França e em Portugal. Atual vice-líder do ranking, Medina abriu a temporada com um terceiro lugar na Gold Coast australiana, oscilou em algumas etapas, mas se recuperou em Jeffreys Bay, em julho, e teve um crescimento exponencial depois de Trestles, em setembro.

Mesmo quando o surfista parecia carta fora do baralho, com 20 mil pontos de diferença para o primeiro, Charles nunca deixou de acreditar que o título era possível.

Gabriel Medina e o pai, Charles Saldanha, estão sempre juntos, nas viagens, em casa e no mar (Foto: Rafael Moura)

Gabriel Medina e o pai, Charles Saldanha, estão sempre juntos, nas viagens, em casa e no mar (Foto: Rafael Moura)

- O Gabriel fez um belo ano, a recuperação foi excelente, mas não é hora de comemorar. Ele realmente fez algo histórico, ganhou duas etapas seguidas na Europa, deu a volta por cima, era carta fora do baralho, voltou com tudo, tem grandes chances de ser campeão mundial, mas o oba-oba a gente tem que deixar de lado. O Gabriel também surfa muito bem a onda de Pipeline, como surfa as outras ondas que são parecidas com essa, como o Taiti, ele surfa de um jeito magnífico, parece até que ele já nasceu numa onda dessa… Deixa a gente otimista, mas respeitando o adversário. A gente sabe que é difícil, o adversário tem uma chance um pouquinho maior do que o Gabriel, por ele ter alguns pontos acima, mas nós estamos acreditando. Sempre – analisou.

O pai compartilha da opinião de Kelly Slater sobre o filho: “O que o Gabriel fizer, nunca vai me surpreender. É quando o Gabriel não fizer é que ele vai me surpreender”. Ter vencido duas etapas seguidas na Europa e chegar na ilha de Oahu com um dos favoritos, portanto, não foi surpresa.

Ele lembrou da pressão vivida em 2014, quando precisou blindar o atleta para protegê-lo de tamanha cobrança. Todos queriam o primeiro título mundial do Brasil. Na época, Gabriel tinha 19 anos. Foi ali que a família teve a certeza de que ele funcionava bem sob pressão. Para o técnico, tudo está conspirando a favor neste ano.

- O Gabriel é um cara frio. Ele está do mesmo jeito que lá em 2014, quando ele levou na boa. Levar na boa não significa ele não estar com vontade, ele não entrar com tudo, e entrar até com raiva do adversário, se for preciso. Mas ele está calmo, e isso é importante, porque nessa hora você tem que usar a sua técnica, a sua prática e tudo que você treinou, e ser forte psicologicamente. Nunca ficar nervoso e nunca pensar negativo. Sempre pensar positivo, que vai dar certo. Estou sentindo isso nele. É aquele negócio: eu estou sentindo, como dizem os surfistas mais antigos, uma vibe boa, uma vibração boa em cima dele, que acho que vem coisa boa aí – finalizou.

Confira as baterias da 1ª fase em no Havaí:

1: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA) e Jadson André (BRA)
2: Owen Wright (AUS), Kanon Igarashi (EUA) e Josh Kerr (AUS)
3: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA) e Stuart Kennedy (AUS)
4: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS) e Ethan Ewing (AUS)
5: Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA) e Benji Brand (HAV)
6: John John Florence (HAV), Wiggolly Dantas (BRA) e Dusty Payne (HAV)
7: Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA) e Jack Freestone (AUS)
8: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA) e Kelly Slater (EUA)
9: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH) e Ezekiel Lau (HAV)
10: Sebastian Zietz (HAV), Adrian Buchan (AUS) e Ian Gouveia (BRA)
11: Joel Parkinson (AUS), Connor O’Leary (AUS) e Leo Fioravanti (ITA)
12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (POR) e Italo Ferreira (BRA)

 (Foto: Infoesporte)

(Foto: Infoesporte)

Via GLOBO ESPORTE

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