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Governo de Sergipe avança na Educação de Jovens e Adultos e garante educação para todos

Por meio do trabalho desenvolvido pela equipe do Departamento de Educação da  Secretaria de Educação (Seed), somente este ano, mais de 14.500 alunos estão cursando a modalidade Educação de Jovens e Adultos na rede estadual e mais de 21 mil estudantes já foram certificados nos níveis de ensino Fundamental e Médio, após participação em Exames Supletivos

Visando atingir a meta do governo em garantir a educação para todos, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) disponibiliza, como política pública, a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas unidades escolares da rede estadual de ensino e nas escolas das redes municipais de Educação conveniadas à Seed e ofertantes dessa modalidade de ensino.
Segundo a diretora do Departamento de Educação, professora Grabriela Zelice, essa política pública de oferta da EJA (EJAEF e EJAEM) tem como objetivo assegurar as condições necessárias para oferta desta modalidade de ensino à população sergipana, garantindo a ressocialização, participação cidadã e a reinserção no mercado de trabalho. “Atualmente, a rede estadual conta com 14.555 alunos matriculados em turmas de EJA, nas 102 unidades escolares que ofertam esta modalidade de ensino, sendo 6.437 alunos da EJAEF e 8.118 alunos da EJAEM”, pontua.
O Serviço de Educação de Jovens e Adultos (Seja/Ded) da Seed, em regime de colaboração com os municípios, presta assessoramento técnicos quanto à implantação de EJAEF e EJAEM às redes municipais de Educação interessadas em ofertar essa modalidade de ensino.
A  professora Aldjane Costa, coordenadora do Seja, explica que o trabalho realizado, nesse caso, é voltado para a orientação teórico-metodológico da Proposta Pedagógica como referência de trabalho.
Exames Supletivos
Também na perspectiva da política da Educação de Jovens e Adultos, a Seed proporcionou à população sergipana em 2017, como política de certificação, os Exames Supletivos, nos níveis de ensino Fundamental e Médio, e atendeu a mais de 21 mil alunos, dos quais 4.535 no Ensino Fundamental e 16.709 no Ensino Médio. Esses Exames são destinados àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos na idade adequada, obtiveram conhecimento na informalidade e que necessitam ser avaliados e certificados.
“As provas dos Exames Supletivos ofertadas pela Seed acontecem de duas formas: em Regime Geral, realizada anualmente, em horários, dias e locais estabelecidos em Edital, divulgados pela Seed; e em Regime Especial, com provas aplicadas semanalmente, em datas, locais e horários definidos pelo Seja, para candidatos aprovados em processo seletivo para ingresso na Educação Superior e/ou em concurso público, quando devidamente comprovado”, afirma Aldjane Costa.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação, além da certificação por meio dos Exames Supletivos, o Serviço de Educação de Jovens e Adultos certificou, este ano, outros 1.541 alunos que prestaram outros tipos de avaliações, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A professora Aldjane Costa afirma que a política pública de oferta de vagas da EJA também é assegurada por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), aplicado para aqueles que não concluíram o ensino fundamental e ensino médio na idade certa. Esse exame garante aos alunos da EJA a certificação das etapas cumpridas nessa modalidade. Em 2017, foram inscritos na ENCCEJA cerca de 4 mil candidatos.
Projetos pedagógicos
Os trabalhos produzidos em sala de aula, ao longo do Ano Letivo 2017, pelos alunos matriculados em turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escolas estaduais foram apresentados a sociedade durante os meses de novembro e dezembro, em eventos de encerramento dos Projetos de Intervenção em EJA.
“Deste modo, buscamos priorizar o encadeamento dos conteúdos ofertados na Educação de Jovens e Adultos na rede pública estadual com temas complementares à formação do cidadão, tais como saúde, meio ambiente, cultura, comunicação e trabalho, considerando sempre as diversidades e favorecendo o exercício da cidadania, da sustentabilidade e dos direitos humanos, para que haja uma integração do aluno com o ambiente escolar”, explica Costa.
De acordo com a professora Lilian Santana Gois Silva, técnica pedagógica e responsável pelas ações da EJA na DRE 9, das 15 unidades escolares circunscritas a esta Diretoria de Educação seis delas ofertam esta modalidade de ensino. “Apenas este ano, tivemos mais de 1.100 alunos matriculados na EJA apenas nestas escolas. Essas vagas são ocupadas por pessoas que por algum motivo não tiveram condições de concluir os estudos na idade certa. Na grande maioria, o público que nós atendemos é composto por trabalhadores do campo, moradores das zonas rurais dos municípios do Alto Sertão”, ressalta.
Aos 24 anos, Márcio dos Santos Oliveira concluiu este mês a 4° e última etapa da EJA-Ensino Médio no Colégio Estadual Dom Juvêncio de Brito, em Canindé de São Francisco. Segundo explicou, a conclusão de mais uma etapa de estudos “é uma vitória pessoal”. Ele afirmou ainda que por problemas de saúde precisou interromper os estudos algumas vezes, mas disse também que isso não foi motivo suficiente para deixar de estudar. “Esse momento hoje, para mim, é uma vitória sem tamanho. Agora é usar na prática os conhecimentos que adquiri no curso, que foram muitos, e me preparar o ensino superior”, frisou o aluno.
Assim como ele, centenas de outros estudantes também participaram das atividades da Culminância dos Projetos em EJA, interagindo e trocando experiências e conhecimentos sobre variados assuntos. “É um momento para realização prática da educação que eles alunos receberam. Percebemos esse momento como um divisor de águas para a renovação da Educação de Jovens e Adultos”, afirma a professora Meire Silva, diretora da DRE 9.
Sistema prisional
Para promoção da ressocialização dos internos do Sistema Prisional sergipano, foram atendidos 213 candidatos em regime de privação de liberdade com os Exames Supletivos nos níveis Fundamental e Médio durante o ano de 2017 nas unidadesprisionais.
“Além dos 450 alunos privados de liberdade já atendidos pela EJAEFI no Sistema Prisional, o Seja implantou em 2017 novas turmas na Cadeia Territorial de Estância. Na medida em que estão concluindo as etapas eles estão sendo certificados quanto aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Essa ação está ocorrendo nos nove presídios de Sergipe e conta com a participação de 11 professores da rede estadual de ensino”, acrescenta a professora Aldjane Costa.
Para assegurar as condições necessárias aos estudos da EJA profissional, o governo estadual atende à demanda de ensino ofertando cursos de complementação pedagógica em nível profissional, visando garantir a terminalidade dos estudos dos jovens e adultos de Sergipe.
A Seed está em discussão com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para participação do processo de formalização do repasse de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para execução do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) no sistema prisional.
Via ASN
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