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Largo da Gente Sergipana desponta com recorde de público

Aracajuanos, sergipanos e visitantes de outros estados passam pelo local todos os dias, registrando em fotos, em vídeos e principalmente na memória a beleza das oito esculturas que flutuam sobre o espelho d’água do Rio Sergipe

Inaugurado em pleno aniversário de Aracaju, o Largo da Gente Sergipana é o mais novo ponto turístico da capital, que vem conquistando recordes de público. Aracajuanos, sergipanos e visitantes de outros estados passam pelo local todos os dias, registrando em fotos, em vídeos e principalmente na memória a beleza das oito esculturas que flutuam sobre o espelho d’água do Rio Sergipe.

Seja com a família, com os amigos, a dois ou sozinho, o passeio pelo Largo é sempre motivo de admiração e satisfação. Que o diga a estanciana Maria Helena Teixeira, de 59 anos, professora aposentada da Rede Estadual. Acompanhada dos irmãos e dos sobrinhos, Helena fez questão de conhecer o espaço, que até então já despertava a curiosidade pela TV.

“Amei. Eu não conhecia essa cultura toda de Sergipe, estava justamente lendo a descrição de cada estátua. Parabéns para o governo pela iniciativa, é um ponto turístico nota dez. É muito interessante, vou vir sempre. Viemos em família diretamente de Estância, é a primeira vez que estou vendo pessoalmente. Já tinha visto pela tv e tinha vontade de ver ao vivo. Ficou melhor ainda”, afirmou, posando para a foto em frente à imagem do Barco de Fogo, manifestação cultural típica de sua terra.

Para a aposentada Maria do Céu, de 70 anos, o novo ponto turístico já se tornou um lugar mais do que especial. Após um longo tempo utilizando muletas para auxiliar sua mobilidade, Maria escolheu o Largo para ser o cenário de sua primeira caminhada sem os suportes. A ajuda ficou por conta da neta Joana, de 10 anos.

“Estou conhecendo hoje. Achei uma maravilha, porque a cultura sergipana precisa ser divulgada. Ela é muito rica e fica só centrada em Laranjeiras e São Cristóvão. Estando aqui, divulga bastante. Vim com minha neta e meu esposo, e esse é um passeio especial, porque estou caminhando pela primeira vez depois de muito tempo de muletas”, disse.

Visitas

Cláudia Sacramento Bonfim, de 41 anos, é moradora de Nossa Senhora do Socorro. Na volta da praia, visitou o Largo para realizar o desejo de sua filha, Júlia, de seis anos. “Estávamos vindo da praia e paramos para conhecer. Ela queria muito poder ver os bonecos e trouxe o tablet dela para tirar fotos. Achei muito bonito. Gosto demais do Lambe Sujo e Caboclinhos, é a manifestação que eu mais gosto. Também conhecia o Bacamarteiro e agora estou conhecendo outros”, relatou.

O casal Marcos Santana, de 53 anos, e Rosimeire Santana, de 51, também escolheu o Largo para o passeio do fim de semana. “Viemos na inauguração e agora estamos vindo de novo para fazer umas fotos. Acho legal essas manifestações estarem sendo valorizadas. É a nossa cultura, é importante. O próprio sergipano aprende a valorizar o que é seu, e o turista também. Serve para conhecer os valores que temos aqui, difundir e divulgar para que pessoas de outras culturas possam saber que a gente também tem nossa riqueza cultural. Temos que dar valor”, opinou Marcos.

A supervisora de atendimento Jamile Fonseca, de 31 anos, levou a família para conhecer o novo ponto turístico. “Estou vindo pela primeira vez. Estou achando interessante e estou gostando, porque está valorizando a cultura sergipana, mostrando para os sergipanos e para o turista o que é que Sergipe tem. Minha mãe veio da Bahia me visitar e estou aproveitando para mostrar a ela e ao meu filho. Eles estão gostando muito”, contou.

A estudante Ana Paula Pereira, de 25 anos, posou para muitas fotos tendo ao fundo a paisagem do Largo. A companhia da tarde foi a pequena Maria Aparecida, de sete meses. “Estou vindo pela primeira vez, trazendo a pequenininha. Vim com meu marido também. Está tudo bem bonito, bem diferente. A cidade estava precisando para movimentar um pouco e para o pessoal conhecer um pouco mais, já que muita gente não conhece a cultura do próprio estado. É bem interessante, uma iniciativa muito boa. Já tive contato com algumas das manifestações representadas na época da escola e é bom estar vendo todas expostas”, disse.

Comércio

Nem sempre quem visita o novo cartão postal está a passeio. Para quem trabalha como ambulante, o Largo representa um diferencial na fonte de renda. É o caso do pipoqueiro José Boaventura de Albuquerque, de 70 anos. “Sou pipoqueiro há 30 anos. Estou vindo pela terceira vez aqui e o movimento está muito bom. Gostei demais daqui, achei bonito. Vai ser bom para a gente que vende, o dinheiro vai entrando aos pouquinhos. Quanto mais pontos turísticos, melhor para a gente. Tenho ponto fixo, mas quando chega o final de semana é bom ter um lugar desses para a gente vender um pouquinho a mais”, afirmou.

O vendedor de cocos José Mario da Silva Santos, de 55 anos, concorda. “No fim de semana a gente sempre procura um ponto turístico para ganhar um trocado a mais. Estou achando lindo. O movimento está grande, desde o dia da inauguração que não para de vir gente. Está dando para tirar um dinheirinho. Isso aqui foi um negócio muito maravilhoso, estava precisando fazer uma coisa assim para atrair mais turistas”, pontuou.

Largo

O Largo da Gente Sergipana, instalação artística urbana localizada na Avenida Ivo do Prado, em frente ao Museu da Gente Sergipana, homenageia todas as expressões do folclore do Estado a partir de oito esculturas de autoria do artista plástico Tatti Moreno. Nelas, estão representadas Lambe Sujo e Caboclinhos, Chegança, Cacumbi, Taieira, Bacamarteiro, Reisado, São Gonçalo e Parafuso. Completando o elenco, o Barco de Fogo centraliza as instalações do píer.

O projeto é uma realização do governo de Sergipe, do Instituto Banese e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). No total, foram investidos R$ 6.425.530,80, sendo R$ 2,2 milhões oriundos de recursos do Estado e o restante proveniente de verbas de patrocínio do Banese, que possui linhas específicas para investimentos dessa finalidade.

O projeto é inspirado nas esculturas dos Orixás localizadas no Dique do Tororó, em Salvador, na Bahia, que foram concebidas pelo próprio Tatti Moreno. Confeccionadas em fibra de vidro e resina de poliéster, cada escultura tem 7m de altura e foi fruto de um longo trabalho de pesquisa documental e de campo.

 

Via ASN

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