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Empresários suspeitos de envolvimento em esquema de desvio de verbas públicas em matadouro de Lagarto se entregam à polícia


Por G1 SE

Dois empresários que eram considerados foragidos pela Justiça desde a última sexta-feira (22), se apresentaram na manhã desta segunda-feira (25) ao Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública da Polícia Civil (Deotap), onde prestaram esclarecimentos e foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passam por exames e seguida devem ficar detidos na 1ª Delegacia Metropolitana.

Eles são suspeitos de envolvimento no desvio de verbas públicas do matadouro municipal a cidade de Lagarto. Um dos advogados dos empresários, negou que a empresa seja de propriedade do prefeito de Lagarto e informou que seus clientes não possuem envolvimento com o esquema investigado.

Durante uma operação policial realizada na última sexta-feira (22) o prefeito da cidade, Valmir Monteiro (PSC) e o genro dele se apresentaram à polícia, foram ouvidos e presos.

Promotores do MPE informaram que realizaram buscas a sede da Prefeitura de Lagarto, nas secretarias de Finanças e Administração, no matadouro de Lagarto, na sede de uma empresa e nas residências do prefeito, José Valmir Monteiro, do genro dele e de supostos laranjas, além do administrador do matadouro.

O MPE confirmou que documentos que estariam em prédios públicos e na residência do prefeito teriam sido retirados antes que a operação fosse realizada. O mesmo teria acontecido em um dos endereços do genro do prefeito. Ainda de acordo com o MPE, os promotores possuem provas robustas de improbidades e outros desvios e as investigações vão continuar.

O secretário de comunicação de Lagarto, Anderson Christian, disse que o município está colaborando com as informações garantindo o acesso a tudo que está sendo solicitado, mas vai aguardar o encerramento da operação para se pronunciar.

A ‘Operação Leak’ conta com promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), delegados e policiais da Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública da Polícia Civil (Deotap), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Comando de Operações Especiais (COE).

Operação Leak

O nome da Operação se dá em razão da notícia de vazamento dos pedidos de prisão e buscas que foram realizados, além da notícia de que os principais alvos de prisão saíram de seus domicílios para evitar serem capturados pelas equipes do GAECO e das Polícias.

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