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Senador Rogério Carvalho não paga e deixa gráfica à beira da falência

Dívida contraída enquanto era candidato ao senado em 2014 gira em torno de R$ 1 milhão. Quase cinco anos depois, apenas R$ 320 mil foram pagos

A função de um senador da república é de propor e discutir leis, fiscalizar o governo, aprovar autoridades, processar e julgar autoridades e autorizar ou não, empréstimos para estados, além de outras funções.

Em épocas de crise financeira, esse papel de regulamentador e fiscalizador de dívidas do Estado é ainda mais importante.

Em 2014, enquanto concorria a uma vaga no Senado Federal, o então candidato e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe, Rogério Carvalho, gastou pouco mais de R$ 1,1 milhão em despesas gráficas junto a uma microempresa do setor.

Rogério ficou em segundo lugar no pleito, com 416.988 votos e não conseguiu se eleger, uma vez que as eleições de 2014 ofereciam apenas uma vaga no senado.

Desta dívida gerada na campanha de 2014, apenas R$320 mil foram pagos, restando ainda um saldo devedor que ultrapassava, na época do débito, R$ 840 mil.

Depois de inúmeras tentativas de contato com Rogério Carvalho e também com o Partido dos Trabalhadores para receber a quantia devida, a empresa Nordeste Comunicação Visual LDTA – ME entrou na justiça, em 2015, para tentar receber o valor devido pelo então candidato e hoje senador.

A decisão publicada no Diário de Justiça em 03 de agosto de 2016, e com sentença transitada julgada em 30 de agosto do mesmo ano, condena o PT a pagar o valor devido com correção, fazendo com que a quantia superasse R$ 1 milhão, além de quitar as custas processuais e verbas honorárias estipuladas em 20% sobre o valor cobrado.

Mais de dois anos após a decisão da justiça e quase cinco anos após a dívida ser contraída, a microempresa ainda não recebeu os valores determinados. Rogério Carvalho inclusive concorreu ao Senado nas eleições de 2018, e foi eleito representante do estado de Sergipe.

 

Consequências

Chama a atenção em todo o processo, o fato de o PT ter sido condenado a pagar uma dívida pessoal da campanha de Rogério. Na época, Rogério era presidente da sigla e fez com que o Diretório assinasse um documento se responsabilizando como devedor solidário.

Como o débito junto a gráfica não foi quitado, o partido é quem está sofrendo com as consequências. A sede do Diretório foi penhorada e está prestes a ser adjudicada pelos credores.

A microempresa Nordeste Comunicação Visual LTDA segue em sua luta para receber os valores a que tem direito e, devido a este prejuízo, somado com a crise financeira que assola o país, está praticamente com as portas fechadas.

Já Rogério Carvalho, que foi eleito senador pelo PT na última eleição, segue se esquivando da justiça e de seus cobradores, usando de sua nova função política como justificativa para não pagar a quem deve.

 

por Rafael Lopes

Redação Alô News

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