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Dólar bate novo recorde e Bolsa cai 7%, maior queda desde 2017


A moeda foi negociada a R$ 4,4407, com alta de 1,10%. O Ibovespa registrou pior pregão desde 18 de maio de 2017, quando o índice caiu 8,80%

O dólar fechou nesta quarta-feira (26) atingindo pela primeira vez o valor de R$ 4,44. Com isso, a moeda americana renova o patamar recorde após o Carnaval, em meio ao avanço dos casos de coronavírus pelo mundo e com a confirmação do primeiro caso no Brasil.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou com queda de 7%, aos 105.718 pontos, se ajustando às perdas registradas pelos ativos brasileiros em Nova York durante o Carnaval. Foi o pior pregão desde 18 de maio de 2017, quando o índice caiu 8,80%.

Empresas ligadas a turismo e ao mercado internacional lideravam as quedas: a Gol caía 15,14% e a Azul perdia 13%. As siderúrgicas CSN e a Metalúrgica Gerdau também sofriam, com perdas de 11,23% e 10,89%.

Impacto

A moeda americana foi negociada a R$ 4,4407, com alta de 1,10%. O dólar começou o pregão cotado a R$ 4,4120, atingiu R$ 4,4245 e às 13h15 tinha alta de 0,66%, cotada a R$ 4,4215.

A quarta queda seguida dos preços do petróleo, a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil e o risco político devem pesar nas expectativas e deixar o Banco Central (BC) no radar, de acordo com profissionais de câmbio.

Na última sessão, na sexta-feira antes do Carnaval, o dólar interbancário teve variação positiva de 0,04%, a R$ 4,3932 na venda, mas chegou a bater a máxima recorde de R$ 4,4073 na máxima do pregão.

O BC anunciou leilão das 13h30 às 13h40 de até 10.000 contratos de swap cambial, em um total de US$ 500 milhões.