Argentina reforça isolamento enquanto sofre com recessão


Além da crise econômica, com previsão de 12% de retração do PIB, a Argentina também atravessa uma crise política acentuada por manifestações

Na semana passada, o presidente argentino Alberto Fernandéz anunciou a prorrogação da quarentena no país em uma tentativa de controlar novamente a propagação do novo coronavírus, mesmo com as manifestações contra a medida que ocorreram na última segunda-feira (17).

A Argentina caminha agora para o sexto mês de isolamento, com uma recessão gravíssima batendo à porta, ilustrada pelas previsões do Produto Interno Bruto (PIB) — variando entre um recuo de 8% e 12%.

Segundo o economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, o país vizinho já vivia uma situação financeira “mais complicada que a do Brasil”, mas que mesmo assim “tomou uma opção formal pela vida, atitude mais eficiente do ponto de vista da saúde pública, mas que parou a economia completamente”.

Dívida externa e dívida pública

Segundo o economista, a situação se iniciou no governo anterior de Maurício Macri, que tomou “a maior ajuda da história do FMI”, assustadores US$ 56,3 bilhões (cerca de R$ 314 bi), levando o país quase à falência. Fernandez, então, assumiu a negociação da dívida como uma de suas promessas de campanha, a qual ele cumpriu, conseguindo um desconto de 54% no valor total.

Popularidade de Fernández despencou em junho

Popularidade de Fernández despencou em junho

Presidencia Argentina – EFE 14.08.2020

Porém, com as regras de controle sobre as importações mais rígidas, impostas no começo do ano e agravadas nessa semana, a redução na produção, natural do período de quarentena, mas intensificada pela longevidade do isolamento, e as medidas governamentais de auxílio emergencial, como a proibição de demissões, a Argentina estagnou e provocou o aumento de sua dívida pública.

Dívida externa e dívida pública

Segundo o economista, a situação se iniciou no governo anterior de Maurício Macri, que tomou “a maior ajuda da história do FMI”, assustadores US$ 56,3 bilhões (cerca de R$ 314 bi), levando o país quase à falência. Fernandez, então, assumiu a negociação da dívida como uma de suas promessas de campanha, a qual ele cumpriu, conseguindo um desconto de 54% no valor total.

Popularidade de Fernández despencou em junho

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Presidencia Argentina – EFE 14.08.2020

Porém, com as regras de controle sobre as importações mais rígidas, impostas no começo do ano e agravadas nessa semana, a redução na produção, natural do período de quarentena, mas intensificada pela longevidade do isolamento, e as medidas governamentais de auxílio emergencial, como a proibição de demissões, a Argentina estagnou e provocou o aumento de sua dívida pública.